segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Comportamento do Windows cria falha em mais de 40 aplicativos

Comportamento do Windows cria falha em mais de 40 aplicativos

Microsoft criou alerta para softwares que não seguem recomendação de segurança. Entre os softwares afetados, há inclusive programas da Microsoft.

Maria Cristina | 26/08/2010 - 08h12

Uma falha na programação do iTunes, divulgada semana passada pela empresa de segurança Acros, pode permitir que um criminoso execute uma DLL maliciosa remotamente e obtenha acesso à máquina da vítima. Este relatório fez com que especialistas descobrissem outros 40 programas com a mesma falha. A Apple já corrigiu o problema, mas os nomes dos outros softwares ainda não foram divulgados. Segundo o especialista HD Moore, o número de programas afetados chega a 200. A Microsoft publicou um boletim explicando como o erro pode ser explorado por um indivíduo malicioso e anunciou que está investigando quais aplicativos Windows foram afetados

A brecha está relacionada ao modo com que o Windows carrega uma biblioteca externa na memória (DLL) quando o programa que precisa desta DLL não informa ao Windows em qual pasta ele deve procurá-la. Nesses casos, o Windows procura primeiro no diretório de onde o aplicativo está sendo executado. Segundo a Microsoft, os programadores são alertados para definirem uma pasta, mas muitos não seguem esta orientação - inclusive alguns softwares da própria empresa.

Um atacante não poderia executar uma DLL remotamente na máquina da vítima, mas poderia hospedar uma DLL maliciosa - com um nome específico - em um servidor, juntamente com um outro arquivo inofensivo qualquer, por exemplo, um mp3 ou um jpg, e usar de engenharia social para convencer a vítima a abrir o arquivo de áudio, ou a imagem. O programa usado para executar este arquivo de áudio instruirá o sistema do usuário a carregar a DLL maliciosa, devido ao erro na programação do player por não informar ao Windows em qual diretório a DLL está. Desta forma, o criminoso teria o seu código malicioso executado no computador remoto e obteria privilégios de administrador.

Devido a natureza distinta de cada software afetado, é difícil dizer como um criminoso poderia atacar cada usuário ou empresa.

A Microsoft anunciou que está em contato frequente com programadores e também desenvolveu uma ferramenta para que aos administradores de sistemas possam diminuir o risco gerado pela falha. Trata-se de uma alteração no Registro que vai instruir o Windows a não procurar por DLLs na pasta de onde o aplicativo esteja sendo executado e também vai bloquear aplicativos de carregarem bibliotecas que estejam em servidores remotos.

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